A toponímia Lumiar deriva do latim liminare (entrada).
O território onde actualmente está delimitada a freguesia conhece
ocupação humana desde a pré-história. A freguesia
foi criada no século XIII e ficou integrada no território da
cidade em 18 de Julho de 1885, altura em que foi criada uma nova estrada de
circunvalação.
A
freguesia ocupa uma área de 6282 Km2 e a actual malha urbana, fortemente
condicionada pelas acessibilidades dos concelhos limítrofes de Lisboa,
desenvolveu-se a partir dos caminhos, azinhagas e estradas antigos.
No
final do século XV, tanto o Lumiar como o Paço do Lumiar eram
sede de julgado do termo de Lisboa.
No
século XVI, há um incremento na construção de
edifícios laicos e religiosos. É construída a Ermida
de S. Sebastião e reedificada a igreja de S. João do Lumiar.
Surgem a Quinta das Conchas e a Quinta dos Marqueses de Angeja, de que restam
apenas alguns vestígios. Os Freires de Avis tinham as suas casas a
caminho entre o Lumiar e o Paço do Lumiar.
As
obras da igreja continuaram no século XVII e é desta altura(1620)
que data o primeiro conjunto populacional da freguesia com 380 fogos e 1500
vizinhos.
No
século XVIII, o Lumiar era uma das paróquias do termo de Lisboa
com mais sacerdotes (23). Existiam três irmandades, duas confrarias
e dez ermidas, entre elas N. S. Carmo (Mouras).
As
primeiras carreiras de omnibus para o Lumiar datam de 1854. Ao longo da Alameda
que vinha do Campo Grande, havia muitas quintas de recreio e moradias da burguesia
da capital, subsistindo ainda alguns palacetes dessa época.
No
censo de 1911, o número de habitantes era de 2801, no ano de 1960 de
9140, no de 1991, de 33523 e no ano de 2001, de 36309.
É
a partir de 1970 que começa a verificar-se uma forte tendência
de ocupação. A maior parte da população activa
trabalha no sector terciário; cerca de 15,3% da população
vivia em barracas, situação essa que se alterou recentemente
pela política de realojamento (PER) levada a cabo na freguesia.
Em
1975, foram abertos o Parque Monteiro-Mor e o Museu do traje, e em 1985 o
Museu do teatro.
A
freguesia, muito rica em património, começa no entanto a descaracterizar-se,
principalmente nas últimas décadas, com a construção
da Avenida Padre Cruz. Actualmente, o grande desafio será o empreendimento
da Alta do Lumiar, o maior processo de urbanização de Lisboa
nesta década. |